Liturgia
Guia da liturgia
A liturgia é a oração comum da Igreja: as palavras que rezamos juntos, a Escritura que ouvimos juntos e os gestos com que o corpo também ora. Esta página explica cada parte do culto, de onde ela vem e como os gestos são vividos nas diferentes tradições que compõem a nossa comunidade: reformada, anglo-católica e carismática.
O texto é comum; o gesto é livre. Rezamos todos as mesmas palavras do Livro de Oração Comum. Nenhum gesto descrito aqui é obrigatório, e nenhum é proibido. Quem não conhece um gesto pode simplesmente acompanhar com o livro, ou observar.
O Via Média não fala em nome de nenhuma igreja ou província anglicana. Respeitamos a autonomia de cada igreja anglicana e apresentamos as tradições lado a lado, em diálogo e respeito mútuo: fiéis às fontes mais antigas e atentos à evolução da tradição.
Primeira visita
- Acompanhe pelo livro. As instruções (rubricas) vêm em itálico vermelho e não se leem em voz alta. O que o povo diz vem em negrito.
- Fique de pé, sente-se ou ajoelhe-se, se puder. Quem não puder fica sentado, sem constrangimento: a postura descreve a assembleia, não mede a fé de ninguém.
- Gestos como o sinal da cruz, a inclinação ou as mãos levantadas são livres. Faça o que fizer sentido para você, ou apenas observe.
- Na saudação da Paz, um aperto de mão, um abraço ou uma inclinação de cabeça com "A paz do Senhor": todos valem.
- Antes da Comunhão, quem preside explica como receber o sacramento ou pedir uma bênção.
O culto, parte por parte
O Ofício diário
Visão de conjunto. O Ofício diário é a oração da Igreja ao longo das horas do dia: o "sacrifício de louvor" (Hb 13.15) oferecido de manhã, ao meio-dia e à noite (Sl 55.17: "de tarde, de manhã e ao meio-dia"). Cranmer reduziu as sete horas monásticas a duas, Matinas e Vésperas, para que todo o povo, e não só os monges, rezasse os Salmos e lesse a Bíblia inteira ao longo do ano. O prefácio do Livro de Oração Comum de 1549 ("Concerning the Service of the Church") explica esse propósito. O 1979 acrescentou o Meio-Dia e as Completas.
O ofício tem sempre o mesmo movimento: preparação → Palavra → resposta → oração → envio.
Sentenças da Escritura
- O que é: um versículo bíblico que abre o culto e dá o tom (arrependimento, tempo litúrgico).
- De onde vem: criação do 1552, para chamar o povo à confissão.
- Rubrica (1662): o ministro lê uma ou mais sentenças em voz alta.
- No LOC: Oração da Manhã e da Tarde.
Exortação, confissão e absolvição
- O que é: o convite a reconhecer os pecados, a confissão dita por todos e o anúncio do perdão.
- De onde vem:
- a confissão geral foi composta para o Livro de Oração Comum de 1552 e ecoa Is 53.6 e Rm 7;
- a absolvição declara o perdão prometido aos que se arrependem (Jo 20.23; 1Jo 1.9).
- Rubrica (1662): confissão all kneeling; absolvição to be pronounced by the Priest alone, standing.
- Rubrica da comunidade: se não houver presbítero/pastor/padre, quem conduz o ofício lê a coleta do 21º Domingo depois da Trindade (perdão e paz), e não a absolvição.
- No LOC: Manhã e Tarde (1662); Completas, com confissão breve e um pedido de perdão na primeira pessoa do plural, que qualquer oficiante pode dizer.
Abertura: "Ó Senhor, abre os nossos lábios"
- O que é: versículos de abertura (Sl 51.15; Sl 70.1) e o Glória ao Pai.
- De onde vem: a abertura tradicional das horas monásticas.
- Rubrica (1662): Here all standing up no Glória ao Pai.
- No LOC: em todos os ofícios diários.
Salmos
- O que é: o livro de oração da própria Bíblia. O 1662 distribui os 150 salmos em 30 dias, um ciclo por mês. O Venite (Sl 95) abre a Oração da Manhã.
- De onde vem: a oração dos Salmos vem do culto de Israel e da Igreja primitiva (Ef 5.19; Cl 3.16).
- Rubrica:
- 1662: o Glória ao Pai no fim de cada salmo;
- 1979: no Meio-Dia e nas Completas, uma seleção fixa de salmos.
- No LOC: Venite e salmos do dia (1662); Sl 119.105-112, 121 e 126 (Meio-Dia); Sl 4, 31.1-5, 91 e 134 (Completas).
Leituras
- O que é: a leitura contínua da Escritura: Antigo Testamento e Novo Testamento.
- De onde vem: a leitura pública da Lei e dos Profetas na sinagoga (Lc 4.16-21; At 13.15) e das cartas apostólicas nas igrejas (Cl 4.16).
- Rubrica (1662): read distinctly with an audible voice, por alguém de pé e voltado para o povo.
- No LOC: Primeira e Segunda Leitura (Manhã e Tarde); leitura breve (Meio-Dia e Completas).
Cânticos
- O que é: hinos bíblicos e antigos que respondem à leitura.
- Manhã: Te Deum, Benedicite, Benedictus, Jubilate.
- Tarde e Completas: Magnificat, Nunc dimittis.
- De onde vem:
- Benedictus, Magnificat e Nunc dimittis são os cânticos do Evangelho de Lucas (Lc 1.68-79; 1.46-55; 2.29-32);
- o Te Deum é um hino latino do século IV;
- o Benedicite vem do acréscimo grego ao livro de Daniel.
- No LOC: Manhã e Tarde (1662); Nunc dimittis com antífona (Completas).
- O que é: hinos bíblicos e antigos que respondem à leitura.
Credo dos Apóstolos
- O que é: a confissão de fé batismal da Igreja do Ocidente.
- De onde vem: do antigo Símbolo Romano, interrogatório batismal do século II ao IV, na forma atual desde cerca do século VIII.
- Rubrica (1662): by the Minister and the people standing.
- No LOC: Manhã e Tarde.
Preces e coletas
- O que é: versículos e respostas (as "preces"), o Pai-Nosso e as coletas, orações breves que "recolhem" as intenções numa só oração. Estrutura de uma coleta: invocação, motivo, pedido, finalidade, conclusão.
- De onde vem: dos antigos sacramentários romanos (Leonino, Gelasiano, Gregoriano), traduzidos e adaptados por Cranmer.
- Rubrica (1662): all devoutly kneeling; três coletas, a do dia, a da paz e a da graça (Manhã) ou do socorro contra os perigos (Tarde).
- No LOC: em todos os ofícios. A oração pelo(a) Presidente da República é uma adaptação Via Média (ver glossário).
Orações finais e envio
- O que é: intercessões, a Oração de São João Crisóstomo e a Graça (2Co 13.13 na numeração das Bíblias em português; 13.14 em algumas versões).
- No LOC: Manhã e Tarde (1662); "Bendigamos ao Senhor" e bênção (Meio-Dia, Completas).
A Eucaristia
Visão de conjunto. A Eucaristia (do grego "ação de graças"), também chamada Ceia do Senhor e Santa Comunhão, celebra o que Jesus mandou fazer "em memória de mim" (Lc 22.19; 1Co 11.23-26). Desde Justino Mártir (Primeira Apologia 65-67, c. 155) tem duas grandes partes: a Palavra (leituras, pregação, orações) e a Mesa (ofertas, ação de graças, partir do pão, comunhão). O 1662 e o Rito I seguem essa forma com diferenças de ordem; o Rito I a deixa mais visível, com títulos.
Reunião e preparação
- O que é: aclamação inicial, coleta pela pureza, resumo da Lei ou Decálogo, Kyrie e Glória.
- De onde vem:
- a coleta pela pureza é do Missal de Sarum, usado na Inglaterra medieval;
- o Kyrie ("Senhor, tem piedade") é uma antiga ladainha grega;
- o Glória (Lc 2.14) é um hino do século IV.
- Rubrica:
- 1662: Pai-Nosso, coleta pela pureza e Dez Mandamentos, com o povo de joelhos;
- 1979: aclamação de pé; Glória all standing.
- No LOC: 1662 (início); Rito I ("A Palavra de Deus").
- Diferença a explicar na página: no 1662 o Glória vem no fim, depois da Comunhão; no Rito I vem no início.
Coleta do dia e leituras
- O que é: a oração própria do domingo ou festa, seguida da Epístola, do Salmo e do Evangelho.
- Rubrica:
- 1662: Evangelho com the people all standing up;
- 1979: The people sit nas leituras e all standing no Evangelho, com as aclamações "Glória a ti, ó Senhor" e "Louvor a ti, ó Cristo".
- No LOC: 1662 e Rito I.
Sermão e Credo Niceno
- O que é: a pregação da Palavra e a confissão de fé do Concílio de Constantinopla (381).
- De onde vem: o Credo entrou na Eucaristia no Oriente no século VI e no Ocidente mais tarde.
- Decisão do LOC Via Média: "que procede do Pai [e do Filho]", com a rubrica "As palavras entre colchetes podem ser omitidas". A cláusula Filioque fica opcional: o texto de 381 não a tem, e o Artigo V dos 39 Artigos e o 1662 a afirmam. Os colchetes acolhem a fé antiga e a tradição ocidental posterior, e cada comunidade decide; a nota histórica completa está na Santa Comunhão do 1662.
- No LOC: 1662 (Credo depois do Evangelho, sermão depois do Credo); Rito I (sermão antes do Credo).
Oração do Povo
- O que é: a intercessão pela Igreja, pelos governantes, pelos que sofrem e pelos que morreram na fé.
- De onde vem: 1Tm 2.1-2; Justino, Primeira Apologia 65 e 67.
- Rubrica:
- 1662: "Oração por todo o estado da Igreja de Cristo militante aqui na terra";
- 1979: a mesma oração, revista, com resposta do povo depois de cada parágrafo ou outras formas.
- Diferença a explicar: o 1979 pede, pelos que morreram, que cresçam "no teu amor e no teu serviço"; o 1662 só dá graças por eles.
- No LOC: 1662 (Oração por toda a Igreja); Rito I (A Oração do Povo).
Confissão e absolvição; Palavras de conforto
- O que é: o convite, a confissão geral, a absolvição e as "palavras de conforto" (Mt 11.28; Jo 3.16; 1Tm 1.15; 1Jo 2.1-2).
- De onde vem: do Order of the Communion (1548), a primeira liturgia em inglês.
- No LOC: 1662; Rito I.
A Paz
- O que é, história e rubricas: ver o gesto A saudação da Paz.
- No LOC: Rito I (o 1662 não tem a Paz).
Ofertório
- O que é: a apresentação do pão, do vinho e das ofertas.
- Rubrica:
- 1662: sentenças do ofertório, ofertas recolhidas e o pão e o vinho postos na Mesa;
- 1979: Representatives of the congregation bring the people's offerings of bread and wine.
- No LOC: 1662; Rito I (Sentenças do ofertório).
A Grande Ação de Graças
- O que é: a oração central:
- o diálogo inicial ("Elevai os vossos corações");
- o prefácio, com os prefácios próprios dos tempos;
- o Santo (Is 6.3);
- o memorial da cruz e as palavras da instituição;
- no 1979, a invocação do Espírito Santo sobre os dons (epiclese) e a oferta de "nós mesmos" (Rm 12.1);
- a doxologia e o "Amém".
- De onde vem:
- o diálogo inicial e o Santo estão nas liturgias mais antigas;
- a forma do 1662 vem de Cranmer;
- a do Rito I segue a tradição escocesa (1764) e americana (1789), que recuperou a ordem antiga.
- Diferença a explicar: o 1662 termina a oração nas palavras da instituição e põe a oferta de nós mesmos depois da Comunhão. O Rito I reúne tudo numa só oração.
- No LOC: 1662 (Prefácio, Santo, Oração de humilde acesso, Oração de consagração); Rito I (Orações Eucarísticas I e II).
- O que é: a oração central:
Pai-Nosso, fração e Oração de humilde acesso
- O que é: o Pai-Nosso; o partir do pão (1Co 10.16-17) com "Cristo, nossa Páscoa" (1Co 5.7-8) e o "Cordeiro de Deus" (Jo 1.29); a Oração de humilde acesso ("Não ousamos vir a esta tua Mesa…", com ecos de Mc 7.28).
- De onde vem: a Oração de humilde acesso é composição de Cranmer (1548).
- Diferença a explicar: no 1662, a Oração de humilde acesso vem antes da consagração; no Rito I, depois da fração.
- No LOC: 1662; Rito I.
Comunhão
- O que é, história e rubricas: ver o gesto Receber a Comunhão.
- Palavras de entrega: no 1662, a fórmula longa, que une o texto de 1549 ("preserve o teu corpo e a tua alma") ao de 1552 ("toma e come isto em memória"). O Rito I traz também as formas curtas.
- No LOC: 1662; Rito I.
Depois da Comunhão: ação de graças, bênção e despedida
- O que é: a oração depois da Comunhão; no 1662, o Glória; a bênção ("A paz de Deus, que excede todo entendimento", Fp 4.7); no 1979, a despedida ("Ide em paz, para amar e servir ao Senhor").
- No LOC: 1662; Rito I (Depois da Comunhão; Despedida).
Gestos e posturas
Cada gesto traz o seu estatuto, para que ninguém confunda costume com obrigação:
- Rubrica: instrução do próprio livro de oração (1662 ou 1979).
- Opção: alternativa que o livro permite ("pode").
- Norma histórica: cânon antigo da Igreja da Inglaterra que mostra que o costume é anglicano antigo, sem ser lei para a comunidade.
- Costume: prática recebida numa tradição ou comunidade.
- Recomendação pastoral: cuidado de acolhimento e acessibilidade.
Ficar de pé
- Rubrica
- Recomendação pastoral
A postura de quem está atento, pronto, em respeito. Na tradição cristã antiga, é também a postura da ressurreição: o povo de pé diante do Ressuscitado.
Estatuto: Rubrica (1662 e 1979) nos momentos indicados. Recomendação pastoral: "fique de pé, se puder".
Saiba mais sobre: Ficar de pé
Base bíblica
Ne 8.5 (o povo se levanta quando Esdras abre o livro da Lei); 1Rs 8.14,22 (Salomão de pé, abençoando e orando); Mc 11.25 ("quando estiverdes orando de pé"); Lc 18.11,13 (o fariseu e o publicano oram de pé); Ap 7.9 (a multidão de pé diante do trono).
História
O Concílio de Niceia (325), cânon 20, pede que no domingo e no tempo pascal se ore de pé, e não de joelhos. Ficar de pé para o Evangelho é costume muito antigo, ligado à honra devida às palavras de Cristo.
Nas rubricas
- 1662:
- todos de pé no Glória ao Pai do início do ofício (Here all standing up, the Priest shall say);
- no Credo (by the Minister and the people standing);
- no Evangelho da Comunhão (the people all standing up).
- 1979:
- de pé na saudação inicial da Eucaristia (The people standing);
- no Glória (all standing), no Evangelho (all standing) e no Credo (all standing);
- na Paz (All stand);
- na apresentação das ofertas;
- no início da Grande Ação de Graças (The people remain standing).
Como as tradições costumam viver
- Reformada: de pé para cantar, para o Credo e para a leitura do Evangelho. Muitas comunidades também oram de pé.
- Anglo-católica: segue as rubricas com cuidado e acrescenta o voltar-se para o livro dos Evangelhos durante a leitura (ver "Procissão e orientação").
- Carismática: longos períodos de pé durante o louvor cantado, muitas vezes com as mãos levantadas (ver o verbete 7).
Hospitalidade
Quem tem limitação física fica sentado sem constrangimento; a rubrica descreve a assembleia, não mede a fé de ninguém. Nos folhetos, uma frase basta: "Fique de pé, se puder."
Onde aparece no LOC
Oração da Manhã e da Tarde (Glória ao Pai inicial, cânticos, Credo); Santa Comunhão (Evangelho, Credo); Rito I (saudação, Glória, Evangelho, Credo, Paz, Grande Ação de Graças).
Fontes
BCP 1662 e 1979 (rubricas citadas); Concílio de Niceia, cânon 20.
Ajoelhar-se
- Rubrica
- Opção
A postura da humildade, do arrependimento e da súplica. No anglicanismo clássico é a postura própria da confissão, das orações e da Comunhão.
Estatuto: Rubrica no 1662 (confissão, orações, Comunhão). Opção no 1979 ("de joelhos ou de pé" na Grande Ação de Graças).
Saiba mais sobre: Ajoelhar-se
Base bíblica
Sl 95.6 ("ajoelhemo-nos diante do Senhor"); Dn 6.10 (Daniel ora de joelhos três vezes ao dia); Lc 22.41 (Jesus no Getsêmani); At 7.60, 9.40, 20.36 (Estêvão, Pedro e Paulo oram de joelhos); Ef 3.14; Fp 2.10 ("se dobre todo joelho").
História
Desde cedo, ajoelhar-se ficou associado à penitência e aos dias comuns; ficar de pé, ao domingo e à Páscoa (ver Niceia, cânon 20). A Reforma inglesa manteve o ajoelhar-se na Comunhão. A "Declaração sobre o ajoelhar" (a "Rubrica Negra"), no fim da Santa Comunhão do 1662, explica o sentido: sinal de "humilde e grato reconhecimento dos benefícios de Cristo". Ela também diz o que o gesto não significa (adoração do pão e do vinho).
Nas rubricas
- 1662:
- confissão (all kneeling);
- Pai-Nosso (the people also kneeling);
- orações depois do Credo (all devoutly kneeling);
- Dez Mandamentos (the people still kneeling);
- confissão na Comunhão (meekly kneeling upon your knees);
- Comunhão (into their hands, all meekly kneeling).
- 1979:
- Decálogo (the people kneeling);
- convite à confissão (devoutly kneeling);
- na Grande Ação de Graças, The people kneel or stand: as duas posturas estão previstas.
Como as tradições costumam viver
- Reformada: ajoelhar-se para a confissão e as orações é parte do anglicanismo clássico e evangélico, porque é a postura das rubricas do 1662. Ao receber a Comunhão, a Rubrica Negra é o texto de referência para o sentido do gesto.
- Anglo-católica: ajoelha-se para a confissão, para as orações e, muitas vezes, durante toda a Oração Eucarística e para receber a Comunhão.
- Carismática: ajoelha-se espontaneamente em momentos de arrependimento, entrega ou ministração. Em muitas comunidades se fica mais de pé do que de joelhos.
Hospitalidade
Ajoelhar-se não é possível para todos. Sentar-se inclinando a cabeça tem o mesmo sentido de humildade. O 1979 já admite "de joelhos ou de pé" no momento central da Eucaristia.
Onde aparece no LOC
Em todos os ofícios: confissão, Pai-Nosso e preces; na Santa Comunhão do 1662, a recepção de joelhos; a Declaração sobre o ajoelhar.
Fontes
BCP 1662 (rubricas e Declaração sobre o ajoelhar); BCP 1979; Concílio de Niceia, cânon 20.
Sentar-se
- Rubrica
- Costume
A postura de quem escuta e aprende.
Estatuto: Rubrica no 1979 (leituras antes do Evangelho). Costume nas demais situações.
Saiba mais sobre: Sentar-se
Base bíblica
Lc 10.39 (Maria, sentada aos pés de Jesus, ouvindo a sua palavra); Lc 4.20 (Jesus se senta para ensinar na sinagoga); Ne 8.7-8 (o povo escuta a explicação da Lei).
História
Na Igreja antiga, o povo em geral ficava de pé. Bancos se espalharam nas igrejas da Europa a partir da Baixa Idade Média e, sobretudo, com a pregação longa depois da Reforma.
Nas rubricas
- 1662: não manda sentar. As leituras se ouvem na postura em que se está, e o sermão vem depois do Credo.
- 1979: The people sit para as leituras antes do Evangelho; The people stand or sit para a Exortação.
Como as tradições costumam viver
As três tradições sentam-se para as leituras do Antigo Testamento e das Epístolas, para o sermão e, em geral, para os avisos e o ofertório.
Hospitalidade
Sentar-se é sempre uma opção para quem precisa, em qualquer momento do culto.
Onde aparece no LOC
Rito I (leituras; Exortação).
Fontes
BCP 1979 (rubricas citadas).
Inclinar-se (inclinação)
- Norma histórica
- Costume
Inclinar a cabeça, ou o tronco numa inclinação mais profunda, como sinal de reverência.
Estatuto: Norma histórica (cânon 18 de 1604) para o nome de Jesus. Costume para o Glória ao Pai e para a Encarnação no Credo.
Saiba mais sobre: Inclinar-se (inclinação)
Base bíblica
Fp 2.10 ("ao nome de Jesus se dobre todo joelho"); Gn 24.26; Êx 4.31 ("inclinaram-se e adoraram"); Ne 8.6.
História
- O costume anglicano de inclinar a cabeça ao nome de Jesus está nos Cânones de 1604, cânon 18: quando o nome do Senhor Jesus for mencionado no culto, todos os presentes lhe façam "devida e humilde reverência". Portanto, é costume anglicano antigo, com fundamento em norma da Igreja da Inglaterra, e não só de uma tradição. Os Cânones de 1604 foram substituídos na revisão canônica de 1964–1969; aqui servem como testemunho histórico, não como lei para a comunidade.
- Também é antigo o costume de inclinar-se no Glória ao Pai (honra à Trindade) e, no Credo, nas palavras sobre a Encarnação ("concebido pelo Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria"), em reverência ao Verbo que se fez carne.
Nas rubricas
Nem o 1662 nem o 1979 prescrevem a inclinação. O fundamento anglicano é histórico: o cânon 18 de 1604.
Como as tradições costumam viver
- Reformada: a inclinação ao nome de Jesus tem fundamento nos Cânones e é praticada por muitos anglicanos de linha clássica; outros preferem não fazer gestos.
- Anglo-católica:
- inclina-se ao nome de Jesus e no Glória ao Pai;
- no Credo, na Encarnação: inclinação profunda, ou genuflexão no Natal e na Anunciação;
- diante do altar.
- Carismática: tende a não usar gestos fixos; a reverência se expressa de modo espontâneo.
Hospitalidade
Um gesto pequeno e discreto. Quem não se inclina não interrompe nada, e quem se inclina não precisa explicar.
Onde aparece no LOC (Oração da Manhã)
"Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo" (abertura e fim dos salmos e cânticos); "Santo, Santo, Santo" no Te Deum; no Credo dos Apóstolos, em "concebido pelo Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria".
Fontes
Cânones de 1604, cânon 18; Percy Dearmer, The Parson's Handbook (1899, domínio público; Project Canterbury), sobre as reverências no culto anglicano. Dearmer é proposta histórica do "uso inglês", não legislação atual.
Genuflexão
- Costume
Dobrar um joelho até o chão e levantar-se em seguida. Sinal de adoração e reverência mais intenso que a inclinação.
Estatuto: Costume, sobretudo anglo-católico. Não é mencionada no 1662 nem no 1979 (o Episcopal Dictionary of the Church registra o mesmo).
Saiba mais sobre: Genuflexão
Base bíblica
Sl 95.6 ("Ó vinde, adoremos e prostremo-nos, ajoelhemo-nos diante do Senhor"); Fp 2.10; Is 45.23; Rm 14.11.
História
Gesto de reverência na corte romana, adotado no culto ocidental. Ganhou uso amplo no fim da Idade Média. No anglicanismo foi recuperado pelo Movimento de Oxford e pela renovação ritualista do século XIX.
Nas rubricas
Nem o 1662 nem o 1979 prescrevem genuflexão. O costume de ajoelhar-se no "ajoelhemo-nos" do Venite (Sl 95.6) e no "Por isso te pedimos: socorre os teus servos" do Te Deum vem da prática coral tradicional.
Como as tradições costumam viver
- Reformada: em geral não pratica a genuflexão. O Artigo XXVIII, sobre a Ceia, diz que o Sacramento "não foi ordenado por Cristo para ser guardado, levado em procissão, elevado ou adorado"; muitos reformados leem nele razão para não fazer gestos de adoração dirigidos aos elementos. Isso não impede o ajoelhar-se nos versículos dos salmos.
- Anglo-católica: genuflecte diante do Sacramento reservado, ao entrar e sair do banco, no Credo (na Encarnação, em certas festas) e nos versículos tradicionais dos cânticos.
- Carismática: raramente usa a genuflexão formal; ajoelhar-se ou prostrar-se de modo espontâneo é comum.
Hospitalidade
No livreto, a marca de genuflexão indica um costume, não uma regra. Quem não genuflecte pode inclinar a cabeça, ou ficar como está. Pessoas com dificuldade de movimento não devem se sentir cobradas.
Onde aparece no LOC (Oração da Manhã)
Venite, "Ó vinde, adoremos e prostremo-nos, ajoelhemo-nos"; Te Deum, "Por isso te pedimos: socorre os teus servos".
Fontes
Sl 95.6; Artigo XXVIII; Dearmer, The Parson's Handbook.
Sinal da cruz
- Rubrica
- Costume
Traçar a cruz sobre si: na testa, no peito e nos ombros, ou só na testa ou nos lábios. É uma confissão da fé em Cristo crucificado e uma lembrança do batismo.
Estatuto: Rubrica no Batismo (1662 e 1979). Costume em todos os outros momentos.
Saiba mais sobre: Sinal da cruz
Base bíblica
Não há um mandamento explícito. Textos usados para explicá-lo: Gl 6.14 ("longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz"); Ez 9.4 e Ap 7.3 (o sinal na fronte dos servos de Deus); 1Co 1.18.
História
Tertuliano (c. 200), De corona, cap. 3, descreve os cristãos marcando a fronte com o sinal em todas as ações do dia. Cirilo de Jerusalém (séc. IV), Catequeses 13.36, recomenda não se envergonhar da cruz e traçá-la na fronte.
Nas rubricas
- 1662: o sinal da cruz está prescrito no Batismo: o ministro marca a cruz na fronte do batizado. Os Cânones de 1604, cânon 30, defendem esse uso contra quem o recusava, explicando que é sinal de que a pessoa não se envergonhará de confessar a fé em Cristo crucificado.
- 1979: mantém o sinal na fronte no Batismo.
- Fora do Batismo, nenhum dos dois livros o prescreve.
Como as tradições costumam viver
- Reformada: aceita o sinal no Batismo, que o próprio 1662 prescreve. No resto do culto, muitos não fazem o gesto e alguns o fazem.
- Anglo-católica:
- no início e no fim da oração;
- na absolvição e na bênção;
- no "Ó Deus, apressa-te em salvar-nos";
- no início do Benedictus e do Magnificat;
- no fim do Credo ("a ressurreição do corpo");
- nos lábios, no "Ó Senhor, abre os nossos lábios";
- antes do Evangelho, as três pequenas cruzes na fronte, nos lábios e no peito.
- Carismática: varia muito; em contextos de renovação carismática anglicana e católica, é comum.
Hospitalidade
Fazer o sinal da cruz é livre. É bom lembrar que até o 1662 o prescreve no Batismo: ele não é estranho à tradição anglicana reformada. Quem não o faz não está "menos" na liturgia.
Onde aparece no LOC (Oração da Manhã)
- Absolvição ("ele perdoa e absolve");
- "Ó Senhor, abre os nossos lábios" (cruz nos lábios);
- "Ó Deus, apressa-te em salvar-nos";
- início do Benedictus;
- "A graça de nosso Senhor Jesus Cristo";
- Credo dos Apóstolos ("na ressurreição do corpo").
Fontes
BCP 1662, Ministração Pública do Batismo; Cânones de 1604, cânon 30 (norma histórica); Tertuliano, De corona 3; Cirilo de Jerusalém, Catequeses 13.36.
Mãos levantadas e mãos estendidas
- Opção
- Costume
Orar com as mãos erguidas ou abertas (a postura "orante"). O celebrante a usa nas orações presidenciais; em muitas comunidades, o povo a usa no louvor e na oração.
Estatuto: Costume (povo e presidência). Opção no 1979 para as intercessões livres, que acolhem a oração espontânea.
Saiba mais sobre: Mãos levantadas e mãos estendidas
Base bíblica
Êx 17.11-12 (Moisés de mãos erguidas); Sl 28.2, 63.4, 134.2 ("levantai as mãos no santuário e bendizei o Senhor"), 141.2 ("o levantar das minhas mãos como oferta da tarde"); Lm 3.41; 1Tm 2.8 ("quero que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas").
História
A figura da "orante", de braços abertos, é uma das mais frequentes na arte das catacumbas romanas. Tertuliano, Sobre a oração 14, liga as mãos abertas à cruz de Cristo. Com o tempo, a postura passou a ser própria do presidente da oração. A renovação carismática do século XX a devolveu ao povo.
Nas rubricas
Nem o 1662 nem o 1979 prescrevem posição das mãos para o povo. O 1979 prevê intercessões e ações de graças livres (Free intercessions may be offered), o que acolhe a oração espontânea.
Como as tradições costumam viver
- Reformada: em geral mãos juntas ou ao lado do corpo. Algumas comunidades evangélicas usam as mãos levantadas no louvor.
- Anglo-católica: o celebrante estende as mãos nas orações (coleta, Oração Eucarística); o povo, em geral, mantém as mãos juntas.
- Carismática: mãos levantadas no louvor e na oração. Mãos abertas para receber, ou sobre alguém na oração por cura e ministração.
Hospitalidade
Nas comunidades plurais, é o gesto que mais chama a atenção de quem não o conhece. Vale explicá-lo a partir dos Salmos e de 1Tm 2.8, e lembrar que é tão livre quanto o sinal da cruz.
Onde aparece no LOC
Não é marcado no texto. Cabe nos momentos de louvor, nas intercessões livres do Meio-Dia e das Completas e na oração do povo.
Fontes
Sl 134.2; 1Tm 2.8; Tertuliano, Sobre a oração 14; BCP 1979 (Meio-Dia e Completas, intercessões livres).
O silêncio
- Rubrica
- Opção
Uma pausa intencional, para ouvir, examinar a consciência ou acolher a Palavra.
Estatuto: Opção no 1979 (may be kept). Rubrica na fração do Rito I (A period of silence is kept).
Saiba mais sobre: O silêncio
Base bíblica
Sl 46.10 ("Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus"); Hc 2.20 ("cale-se diante dele toda a terra"); 1Rs 19.12 (o "murmúrio de uma brisa suave"); Ap 8.1 (silêncio no céu).
História
O silêncio sempre fez parte da oração cristã, especialmente na tradição monástica do Ofício. As revisões litúrgicas do século XX o devolveram às rubricas.
Nas rubricas
- 1662: não prevê silêncio explícito.
- 1979:
- antes da confissão (Silence may be kept);
- depois das leituras (Silence may follow);
- na fração do pão (A period of silence is kept);
- nas Completas, antes das intercessões.
Como as tradições costumam viver
- Reformada: valoriza o silêncio de exame antes da confissão e depois do sermão.
- Anglo-católica: silêncio antes do culto, na fração e depois da Comunhão.
- Carismática: o silêncio pode ser tempo de "esperar no Espírito", às vezes seguido de uma palavra, oração ou cântico espontâneo.
Hospitalidade
Avisar quanto tempo dura ajuda quem não está acostumado. O silêncio é de todos; ninguém precisa preenchê-lo.
Onde aparece no LOC
Meio-Dia (meditação); Completas (antes da confissão e das intercessões); Rito I (confissão, leituras, fração).
Fontes
BCP 1979 (rubricas citadas).
O "Amém" e as respostas em voz alta
- Rubrica
A participação falada do povo: respostas, aclamações e o "Amém", que confirma a oração dita pelo ministro.
Estatuto: Rubrica (1662 e 1979).
Saiba mais sobre: O "Amém" e as respostas em voz alta
Base bíblica
Ne 8.6 ("Amém! Amém!", levantando as mãos); Sl 106.48 ("e todo o povo diga: Amém!"); 1Co 14.16 (como dirá "Amém" quem não entendeu?); Ap 5.14.
História
Justino Mártir (c. 155), Primeira Apologia 65 e 67, descreve o povo respondendo "Amém" no fim da oração de ação de graças. O Livro de Oração Comum foi feito justamente para que o povo rezasse na própria língua e respondesse (ver 1Co 14.16).
Nas rubricas
- 1662: The people shall answer here, and at the end of all other prayers, Amen.
- 1979: respostas do povo em toda a liturgia, impressas em itálico ou negrito.
Como as tradições costumam viver
- Reformada: valoriza a resposta inteligível do povo como fruto da Reforma.
- Anglo-católica: respostas cantadas ou recitadas, conforme o rito.
- Carismática: acrescenta aclamações espontâneas ("Amém!", "Aleluia!", "Glória a Deus!") durante a pregação e o louvor.
Hospitalidade
No livreto, tudo o que o povo diz vem em negrito. Basta acompanhar.
Onde aparece no LOC
Em todos os ofícios: as falas do povo em negrito.
Fontes
BCP 1662 (rubrica do Amém, Oração da Manhã); Justino, Primeira Apologia 65, 67.
A saudação da Paz
- Rubrica
- Opção
O momento em que o celebrante deseja a paz do Senhor e o povo se saúda: aperto de mão, abraço ou inclinação.
Estatuto: Rubrica no 1979 (a saudação). Opção quanto ao gesto entre as pessoas (may greet). Ausente no 1662.
Saiba mais sobre: A saudação da Paz
Base bíblica
Mt 5.23-24 (reconciliar-se antes de apresentar a oferta); Jo 20.19-21 ("A paz esteja convosco"); Rm 16.16; 1Co 16.20; 1Pe 5.14 ("o ósculo santo").
História
Justino, Primeira Apologia 65, registra que, terminadas as orações, "nos saudamos uns aos outros com um ósculo". O 1662 não tem a saudação da Paz como gesto do povo. O 1979 a restaurou, no lugar antigo, entre a Palavra e a Mesa.
Nas rubricas
- 1662: não há (a palavra "paz" aparece na bênção final).
- 1979:
- The peace of the Lord be always with you;
- Then the Ministers and People may greet one another in the name of the Lord.
Como as tradições costumam viver
A Paz é praticada nas três tradições onde se usa o 1979. A diferença está no gesto: aperto de mão, abraço, inclinação. Em comunidades carismáticas, o momento costuma ser mais longo e caloroso.
Hospitalidade
Nem todos se sentem à vontade com toque físico. Uma inclinação de cabeça com "A paz do Senhor" é sempre suficiente. Vale dizer isso em voz alta de vez em quando.
Onde aparece no LOC
Rito I ("A Paz").
Fontes
BCP 1979; Justino, Primeira Apologia 65.
Receber a Comunhão
- Rubrica
- Recomendação pastoral
O modo de receber o pão e o vinho: de joelhos ou de pé; na mão ou na boca; do cálice ou por intinção (o pão molhado no vinho).
Estatuto: Rubrica no 1662 (de joelhos, nas mãos, nas duas espécies). No 1979 a postura não é fixada. Quem pode comungar e as alternativas (sem álcool ou sem glúten) dependem da disciplina e da recomendação pastoral da comunidade.
Saiba mais sobre: Receber a Comunhão
Base bíblica
Mt 26.26-28; 1Co 11.23-29 ("discernindo o corpo do Senhor").
História
Cirilo de Jerusalém, Catequeses Mistagógicas 5.21, descreve receber o pão na mão: "faz da mão esquerda um trono para a direita, que vai receber o Rei". Na Idade Média, prevaleceu a comunhão na boca e só com o pão para os leigos. O 1662 devolveu o cálice ao povo e manda entregar o pão "nas mãos".
Nas rubricas
- 1662: deliver the same to the people also in order, into their hands, all meekly kneeling: nas mãos, de joelhos, nas duas espécies. A Declaração sobre o ajoelhar explica o sentido.
- 1979:
- The ministers receive the Sacrament in both kinds, and then immediately deliver it to the people;
- a postura não é fixada, e o "Amém" do comungante está previsto.
Como as tradições costumam viver
- Reformada: nas mãos, de joelhos ou de pé, nas duas espécies; ênfase em receber pela fé (feed on him in thy heart by faith, nas palavras do próprio rito).
- Anglo-católica: de joelhos no genuflexório, nas mãos ou na boca; às vezes com sinal da cruz ou genuflexão antes de receber.
- Carismática: de pé, muitas vezes em fila; pode haver oração por cura perto do altar durante a Comunhão.
Hospitalidade
- Dizer com clareza quem pode receber a Comunhão, segundo a disciplina da comunidade (decisão do autor).
- Dizer que quem não vai comungar pode vir para receber uma bênção, com os braços cruzados sobre o peito, ou permanecer no lugar.
- Oferecer opção sem álcool ou sem glúten, se a comunidade fizer isso (decisão pastoral).
Onde aparece no LOC
Santa Comunhão do 1662 (palavras de entrega; Declaração sobre o ajoelhar); Rito I ("A Comunhão").
Fontes
BCP 1662 (rubrica citada); BCP 1979; Cirilo de Jerusalém, Catequeses Mistagógicas 5.21.
Procissão e orientação
- Opção
- Costume
Mover-se em ordem (entrada, Evangelho, ofertas, saída) e voltar-se numa direção (para o altar, para o livro dos Evangelhos, para o povo).
Estatuto: Opção ou costume. O 1979 prevê a apresentação das ofertas por representantes da congregação; os demais deslocamentos dependem do costume local.
Saiba mais sobre: Procissão e orientação
Base bíblica
Sl 24.7-10, 42.4, 68.24-25 (procissões ao santuário); 2Sm 6.12-15 (Davi diante da arca); Mt 21.8-9 (a entrada em Jerusalém).
História
As procissões de entrada e do Evangelho estão nas liturgias antigas. Na Inglaterra da Reforma, a procissão foi reduzida e voltou com o Movimento de Oxford. A procissão das ofertas foi recuperada no século XX.
Nas rubricas
- 1662: a Mesa fica no corpo da igreja ou no coro (shall stand in the body of the Church, or in the Chancel).
- 1979:
- representantes da congregação levam o pão, o vinho e as ofertas (Representatives of the congregation bring the people's offerings);
- o celebrante se volta para o povo ou para a Santa Mesa em momentos indicados.
Como as tradições costumam viver
- Reformada: entrada simples. A ênfase está no púlpito e na Mesa como lugares da Palavra e do Sacramento.
- Anglo-católica: procissão com cruz, velas e, às vezes, incenso; procissão do Evangelho até o meio do povo, com todos voltados para o livro.
- Carismática: entrada com a equipe de louvor; às vezes, procissão com bandeiras ou dança nas festas.
Hospitalidade
Dizer onde é a "frente" e para onde se olha evita constrangimento. Quem chega atrasado pode entrar fora da procissão sem problema.
Onde aparece no LOC
Rito I (ofertas; "voltado para a Santa Mesa", "voltado para o povo").
Fontes
BCP 1662 (rubricas iniciais da Comunhão); BCP 1979.
Palavras do clero
Em breve, reflexões de clérigos convidados sobre a liturgia e a vida de oração.
Para continuar
- Tempo litúrgico O tempo do ano cristão e as leituras de hoje.
- Salmodia Os 150 salmos por gênero literário.
- Sermões Pregações em vídeo e áudio.